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Choque Fiscal no Brasil: Por Que o Paraguai Sai Ganhando

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"Enquanto o Brasil se prepara para apertar o cerco fiscal sobre altas rendas em 2026, o Paraguai celebra um fluxo recorde de capital, prometendo zero novos impostos até 2028."

Nos últimos anos, os brasileiros se acostumaram com aumentos de impostos com uma frequência alarmante. Mas as perspectivas para 2026 marcaram um ponto de virada. Com uma nova legislação pronta para tributar pesadamente rendas anuais superiores a R$ 600.000, uma migração histórica de capital — e de pessoas — está em andamento.

Do outro lado da fronteira, o Paraguai não está apenas assistindo; está acolhendo esse êxodo de braços abertos e com uma promessa fiscal estável.

O Gatilho: A Reforma do Brasil 2026

A nova política fiscal do Brasil visa indivíduos e corporações de alta renda para equilibrar as contas federais. As novas regras introduzem um imposto progressivo sobre rendas e ativos que antes eram protegidos ou tributados a taxas mais baixas.

Essa mudança destruiu a "previsibilidade fiscal" que os investidores desejam. Para muitos empresários brasileiros e pessoas de alto patrimônio, a questão não é mais se devem diversificar, mas onde.

Um Êxodo Histórico

Os números falam por si. Apenas em 2025, o Paraguai recebeu um recorde de 22.000 pedidos de residência de cidadãos brasileiros.

Isso não é apenas sobre se aposentar barato. Uma parte significativa desses novos residentes são donos de empresas e investidores fugindo da crescente pressão fiscal. Eles estão mudando sua residência fiscal para uma jurisdição que oferece:

Potência da Maquila

Não são apenas indivíduos que estão se mudando; são fábricas inteiras. O Regime de Maquila — o programa de incentivos do Paraguai para fabricantes estrangeiros — viu um crescimento explosivo.

No final de 2025, as exportações de Maquila atingiram US$ 1,05 bilhão. O principal destino? Brasil, que absorve 64% dessas exportações.

Setores Chave de Exportação:

  • 🚗 Autopeças: 34% (Fornecedores chave para linhas de automóveis brasileiras)
  • 👕 Têxteis e Confecção: 17%
  • 🏗️ Produtos de Alumínio: 13%
  • 🥩 Produtos Alimentícios: 12%
  • 🔩 Plásticos e Manufaturas: 6%

Esse superávit comercial (as exportações superam as importações em 83% neste setor) prova que a indústria paraguaia não é mais apenas "mão de obra barata" — é eficiente, competitiva e integral para a própria cadeia de suprimentos do Brasil.

A Promessa: "Sem Novos Impostos"

Enquanto o Brasil aperta o cinto, o Paraguai afrouxa a gravata. O Vice-Ministro de Tributação, Óscar Orué, anunciou oficialmente que o Paraguai não prevê aumentos de impostos até pelo menos 2028.

Esse compromisso com a estabilidade é o "grande trunfo" do Paraguai. Em uma região volátil, a promessa de que sua taxa de imposto hoje será a mesma daqui a cinco anos vale mais que ouro para investidores estrangeiros.

Conclusão

O contraste não poderia ser mais nítido. As reformas do Brasil visam aumentar a receita para cobrir gastos públicos. A estratégia do Paraguai é aumentar a receita expandindo a base — atraindo mais contribuintes com taxas mais baixas.

Para empresas brasileiras, relocar operações para o Paraguai (ou estabelecer um braço de Maquila) significa:

  1. Custos Operacionais Menores: Energia e mão de obra são significativamente mais baratas.
  2. Eficiência Fiscal: Um imposto fixo de 1% sobre o valor da fatura para exportações de Maquila.
  3. Acesso ao Mercado: Exportação livre de tarifas de volta para o Brasil sob as regras do Mercosul.

À medida que o prazo de 2026 se aproxima, esperamos que o fluxo de capital do Brasil para o Paraguai passe de um riacho para uma inundação.

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